Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Que burro que eu sou!


Farto de corrigir testes intermédios de Língua Portuguesa, seguindo escrupulosamente as orientações ministeriais, tintim por tintim — para não me perder nem cometer incorrecções que me desacreditem na ADD — dei comigo a pensar como um professor-aplicador, como capacho-implementador: “Afinal, o que é que vou fazer com os resultados desta coisa?” Todavia,  fiquei feliz, pois estava a raciocinar, ainda que de forma muito rudimentar! Mas logo passei à frustração: não encontrei resposta para aquela pergunta existencial.
Em desespero, fui ao sótão, abri as caixas onde guardo os apontamentos da universidade, li tudo sobre pedagogia e metodologia do ensino e… nada: não encontrei nenhum farol que me orientasse. Vendo-me naquela aflição, o meu filho mais novo — 5 anos, mas muito mais inteligente do que eu — aconselhou-me a ver na gaveta do aparador. Perliiiiim! Fez-se-me luz!
Fui-me ao portal do GAVE e… lá estava ela — refulgente, esclarecedora, tranquilizadora —, a minha salvação:

· Que leituras se podem fazer dos resultados de um teste?
· Que orientações se podem definir a partir dos resultados de um teste?
                         Procedimento                                               Perguntas orientadoras


Análise da distribuição das classificações da turma.
· De que forma estão os resultados distribuídos pelos cinco níveis de classificação?
· As classificações do TILP apresentam uma distribuição semelhante à dos resultados de outros instrumentos de avaliação aplicados na turma?


Comparação dos resultados obtidos no Grupo I (Leitura e Escrita), no Grupo II (Conhecimento Explícito da Língua) e no Grupo III (Escrita).
· Há equilíbrio entre os resultados obtidos em cada Grupo?
· Em que Grupo revelam os alunos mais/menos dificuldades?
· Em que item de cada Grupo revelam os alunos mais/menos dificuldades?
· Qual é a área forte das aprendizagens?



Comparação dos resultados obtidos por item.
· Quais são os itens com classificação média mais baixa e mais alta relativamente à cotação total (cf. % classificação média/cotação total)?
· Em que itens se verifica maior percentagem de respostas com classificação máxima e maior percentagem de respostas com classificação nula?
· Poderá estabelecer-se uma relação entre os resultados obtidos e o tipo de item?

Hoje, tantos do tantos do troca-o-passo, sinto-me realizado enquanto professor deste paraíso panglossiano!

2 comentários:

maria disse...

Caro Luís
Não contive um gargalhada quando li o seu post acompanhado da respectiva melodia.
Assertivo, crítico, inteligente e sensível,este blogue é também um uma lufada de ar fresco.
Obrigada por tudo o que tem escrito.
Abraço

Anónimo disse...

Brilhante! É tão bom dar umas belas gargalhadas numa segunda-feira que se anuncia tão difícil. Lá para finais de Março será a minha vez!

Felicidade.