Nada tenho contra poliedros nem polígonos. Reconheço a sua importância e até a sua cada vez maior preponderância no mundo actual. Contudo, devo confessar que, salvo uma ditosa excepção ― a tal que confirma a regra ― me são relativamente indiferentes. Então enquanto escritor…
Entre todas estas formas, aquela que menos interesse me suscita ― embora sem laivo de antipatia ―, é o cubo, por ser o poliedro mais monótono: um sólido quadradão, com seis faces todas iguais, doze arestas todas iguais, oito vértices todos iguais. Como facilmente adivinharão os leitores que me conhecem melhor, a minha simpatia, nestes “domínios”, vai todinha para a esfera, por ser tão redondinha, ter uma só face, ser tão perfeitamente simbólica: leva-me para o cosmos e para a minha infância. Deus deve ter espírito de criança, pois espalhou bolas por todo o universo.
Hoje sinto-me como uma criança que jogou na rifa, para ganhar uma bola, mas recebeu um cubo. Se ao menos fosse mágico…!

8 comentários:
Pois... também eu gostaria de ser capaz de transformar o cubo na esfera. No entanto, não sei se se recorda de um certo cubo mágico que fez as delícias da minha adolescência nos anos 80? Vamos aguardar. Poderia ter sido pior. Mas lá que estou desiludida, lá isso estou!
Era o cubo de Rubik, Felicidade. Resolvia-o em menos de 50 segundos. Bons tempos!
Não foi a Sorte Grande, foi a terminação. :)
Luís
O Cubo, a Esfera, a Pirâmide, todos os sólidos e tudo matematicamente concebido e construído, tem a sua beleza, que não está nos números... Parece que só o 7 tem magia.
Boa sorte
Sim, Miguel, reconheço que também tens razão. Contudo, há coisas que estão acessíveis a uns e a outros não. Os cubos fazem-me lembrar os projectos do "inginheiro". A redondez é a sedução e a perfeição.
Luís
Não vou falar da Inteligências Múltiplas (e já falei), mas todas as coisas são acessíveis a todos, desde que nos desenvolvam cada uma das inteligências, porque a Matemática é um "dom" tão natural como o de desenhar, ou escrever, ou de compor música... Não se pode, só por isso, exigir que todos sejamos experts numa delas, seja qual for, porque:
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis
Olá, Miguel! Tem calma! Eu falei apenas de Crato e Castilho! O meu olhar subjectivo, claro!
Luís
Eu estou de acordo e não me fiz entender. É que vamos ter mais Matemática, em vez de uma formação por inteiro, porque o Crato é Matemático e tem fé no que diz.
Perdão, Miguel, eu é que não entendi!
Pois... Vamos ter muitas soluções "à moda da matemática". Algo deste género: «um professor que recebe uma turma com média de 15 e a entrega com média de 12»...
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