No dia 17 de junho, publiquei isto:
Nada tenho contra poliedros nem polígonos. Reconheço a sua importância e até a sua cada vez maior preponderância no mundo actual. Contudo, devo confessar que, salvo uma ditosa excepção ― a tal que confirma a regra ―, me são relativamente indiferentes. Então enquanto escritor…
Entre todas estas formas, aquela que menos interesse me suscita ― embora sem laivo de antipatia ―, é o cubo, por ser o poliedro mais monótono: um sólido quadradão, com seis faces todas iguais, doze arestas todas iguais, oito vértices todos iguais. Como facilmente adivinharão os leitores que me conhecem melhor, a minha simpatia, nestes “domínios”, vai todinha para a esfera, por ser tão redondinha, ter uma só face, ser tão perfeitamente simbólica: leva-me para o cosmos e para a minha infância. Deus deve ter espírito de criança, pois espalhou bolas por todo o universo.
Hoje sinto-me como uma criança que jogou na rifa, para ganhar uma bola, mas recebeu um cubo. Se ao menos fosse mágico…!
No dia 21 de junho, fiz esta brincadeira no Facebook:
Um colega desafiou-me a fazer, com uma imagem e duas palavras, um cartaz intrigante, sugestivo, irónico e satírico. E tudo isto sem ser ofensivo. Pois bem, decidi aceitar o desafio, acrescentando-lhe uma feição jocosa.
Aos 29 do mesmo mês, voltei à carga:
No primeiro de julho, descarreguei completamente:
Infelizmente… não me enganei!




2 comentários:
Que beleza de exercício! Pena ter saído certeiro! :(
Relativamente à perfeição do cubo, imaginem que ele tem 1 unidade de aresta. Nada mais perfeito! Calculem agora a sua diagonal... Dá algo irracional, que os Pitagóricos conseguiram resolver (daí o seu fim).
Mas a beleza das formas é conhecer o seu "Pi", que é algo que não nos larga.
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